segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A isca de satanás


Qualquer pessoa que já tenha feito uma armadilha para animais sabe que precisa de uma ou duas coisas para obter sucesso: ela deve estar bem escondida, na esperança de que o animal tropeçará nela, e deve haver uma isca para atrair o animal para dentro dessa armadilha mortal. 

O inimigo de nossa alma, incorpora essas duas estratégias para montar suas mais mortais e enganadoras armadilhas. Elas estão sempre bem escondidas e com iscas. Satanás, juntamente com seus comparsas, não é tão espalhafatoso como cremos. É sutil e seu maior deleite está no engano. É astuto e ardiloso quando opera. Nunca se esqueça de que ele pode disfarçar-se como mensageiro de luz. 

Se não formos treinados pela Palavra de Deus para separar corretamente o que é bom do que é mau, não reconheceremos suas armadilhas como realmente são. Uma de suas iscas mais enganosas e traiçoeiras é algo com que todo crente se depara: a ofensa. Na realidade, a ofensa não é mortal: ela ficar na armadilha. Mas, se a pegarmos, a consumirmos e alimentamos nossos corações com ela, ficaremos escandalizados. Pessoas escandalizadas produzem frutos como dor, raiva, ciúme, ressentimento, amargura, ódio e inveja. Algumas das conseqüências de permitirmos ser escandalizados são insultos, ataques, divisão, separação, relacionamentos quebrados, traição e tropeço. 

Muito freqüentemente, aqueles que são escandalizados não percebem que caíram na armadilha. Não estão cientes de sua condição, por se concentrarem no mal que lhes fizeram. Estão negando sua situação. O modo mais eficaz que o inimigo usa para nos cegar é fazendo com que nos concentremos em nós mesmos. 

A primeira instrução de Jesus para nos livrar do engano é comprando ouro refinado pelo fogo (Ap 3:18). Deus refina com aflição, tribulação e provação e separa as impurezas com falta de perdão, amargura, ódio e inveja e imprime o seu caráter em nós. O pecado facilmente se esconde onde não há o calor das provações e aflições. Em épocas de prosperidade e sucesso, até mesmo o ímpio parece generoso e gentil. Sob o calor das provações, as impurezas vêem a tona.

Construímos muros, quando somos feridos, para salvaguardar nosso coração e prevenir futuras feridas. Tornamo-nos seletivos, barrando a entrada de todos os que nos feriram. Selecionamos todos os que nos devem algo. Negamos-lhes o acesso até que nos paguem tudo o que devem. Abrimos nossa vida só àqueles que acreditamos estarem do nosso lado. Freqüentemente, essas pessoas que estão "do nosso lado" estão ofendidas também. Dessa forma, em vez de ajudar, colocamos pedras adicionais em nossos muros. Sem sabermos exatamente como aconteceu, esses muros se tornam prisões. A essa altura, não apenas tomamos precaução em relação àqueles que entram, mas também, aterrorizados, não nos aventuramos a sair da fortaleza. 

O crente ofendido se concentra no seu próprio interior e se torna introspectivo. Guardamos nossos direitos e relacionamentos pessoais cuidadosamente. Nossa energia é consumida enquanto cuidamos de que nenhuma outra ferida futura ocorra. Se não nos arriscamos ser machucados, não podemos também dar amor incondicional. O amor incondicional dá aos outros o direito de nos machucar. O amor não procura seu próprio interesse, mas as pessoas machucadas se tornam mais e mais introspectivas e retraídas. Nesse ambiente, o amor de Deus se torna frio.

Quando filtramos tudo através de feridas passadas, rejeições e experiências ruins, achamos muito difícil acreditar em Deus. Não consegue, acreditar que Ele realmente tenha a intenção de fazer o que disse. Duvidamos de sua bondade e fidelidade, uma vez que o julgamos pelos padrões dos homens em nossa vida. Mas Deus não é um homem! Ele não mente (Nm 23:19). Seus caminhos não são os nossos caminhos, e s pensamentos não são nossos pensamentos (Is 55:8, 9). Pessoas ofendidas serão capazes de achar trechos bíblicos que apóiem sua posição, mas sem usarem corretamente a Palavra de Deus. O conhecimento da Palavra sem amor é uma força destrutiva porque nos incha de orgulho e legalismo (1 Co 8:193). Isso faz com que nos justifiquemos em vez de nos arrependermos, porque não somos capazes de perdoar.

Devemos confiar em Deus e não na carne. Muitos prestam culto a Deus, como sua fonte, mas vivem como órfãos. Vivem a vida como bem entendem e confessam com a boca: "Ele é meu Senhor e Deus”. A essa altura você já percebeu como o pecado ofensa é sério. Se não for tratada, a ofensa, eventualmente, levará a morte. Mas, quando você resiste à tentação de ser ofendido, Deus lhe dá grande vitória 

Muitos servem a Deus de todo o coração e passam por situações muito difíceis por terem sido maltratados. A verdade é que foram tratados injustamente. Mas ficar ofendido apenas cumpre o propósito do inimigo de tirá-lo da vontade de Deus. Se você ficar livre da ofensa, permanecerá na vontade de Deus. Se você continuar ofendido, será levado ao cativeiro pelo inimigo a fim de cumprir seu próprio propósito e sua vontade. Faça sua escolha. É muito mais proveitoso ficar livre da ofensa. 

Devemos lembrar-nos de que nada pode vir contra nós sem o conhecimento prévio de Deus. Se o diabo pudesse destruir-nos a qualquer momento, já nos teria aniquilado há muito tempo, porque ele, com toda a sua força, odeia o homem. Lembre-se sempre desta exortação: 

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar (1 C'o 10:13). 

Note que o versículo diz que Deus "proverá livramento", e não “proverá um livramento qualquer". Deus conhece todo tipo de circunstância adversa que encontraremos - não importa se grande ou pequena - e planejou o livramento para escaparmos. E, o que é mais interessante: quando parece que um plano de Deus foi abortado, na realidade esse vem a ser o caminho para se cumprir aquele plano, se estivermos em obediência e livre da ofensa.  

Recomendo o livro: https://arautodecristo777.files.wordpress.com/2010/11/a-isca-de-satanas.pdf

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